Aqui, Mano Melo
Pra agitar as cabeças,
dialogar com a "dialética mineira",
essa ótima poesia
do Mano Melo,
poeta carioca.
SUI GÊNERIS
Este é um país sui gêneris.
As putas gozam
Os cafifas se apaixonam
Os valentões apanham
Os ministros cantam e
As ministras dão.
Os machões também.
Os ladrões prendem
A polícia assalta
Os patrões fazem greve
Os ateus rezam
Os padres praguejam
Os catedráticos não lêem
Os analfabetos escrevem
Os banqueiros choram
Os mendigos dão esmola
Os gatos latem
Os cachorros miam
Os peixes se afogam
As frutas mordem
As formigas dão leite
As vacas põem ovos
As galinhas têm dentes
Então,
Quer parar
De me cobrar
Coerência,
Pô!
dialogar com a "dialética mineira",
essa ótima poesia
do Mano Melo,
poeta carioca.
SUI GÊNERIS
Este é um país sui gêneris.
As putas gozam
Os cafifas se apaixonam
Os valentões apanham
Os ministros cantam e
As ministras dão.
Os machões também.
Os ladrões prendem
A polícia assalta
Os patrões fazem greve
Os ateus rezam
Os padres praguejam
Os catedráticos não lêem
Os analfabetos escrevem
Os banqueiros choram
Os mendigos dão esmola
Os gatos latem
Os cachorros miam
Os peixes se afogam
As frutas mordem
As formigas dão leite
As vacas põem ovos
As galinhas têm dentes
Então,
Quer parar
De me cobrar
Coerência,
Pô!





