Promessas de Ano Novo
Findo 2006, começa mais um ano, e mais um ano vamos prometendo realizar todos os feitos que já havíamos prometido para o ano anterior mas fomos empurrando com a barriga (e conforme os anos vão passando essa expressão vai se tornando cada vez menos uma figura de linguagem para tornar-se, pouco a pouco, num atributo físico pouco invejável).
Se apesar de cético convicto, estava eu lá pulando sete ondinhas em Ubatuba na virada do ano, por que não reeditar as resoluções de Ano Novo para 2007, no mínimo para ver se me causa algum constrangimento em realizar alguma delas. Vamos às promessas para 2007:
- Aprender francês - aos que já ouviram isso em anos anteriores, prometo que essa é a última vez que faço essa promessa (ou não... caetaneei!)
- Ler a obra de Antonio Gramsci – promessa também recorrente, que vem freqüentando a mesa da ceia de Reveillon há tempos, mas que finalmente dei início em 2006, ainda que tenha sido meio de raspão (obrigado Jão Piza).
- Estar mais próximo dos amigos – devido à diáspora recente de nosso pessoal, a geografia tornou-se um empecilho ao papo agradável e descompromissado e à boa e prazerosa cerveja no happy-hour. Espero que 2007 seja um ano de milhagens acumuladas nesses encontros com os amigos, quer estejam no Rio, Botucatu ou em Cerqueira César.
Ainda que esperar que nossa profissão nos permita ganhos pecuniários suficientes para levar uma vida digna e honesta também seja desejável, considero que este entra no rol dos desejos para toda a vida, não restrito ao desejo de um único ano.

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