Friday, February 09, 2007

Cordialidade à brasileira

Seguindo no tema da identidade nacional, dialeticamente fruto de nosso passado colonial-escravista-excludente e ainda em construção, recordo o fantástico Sérgio Buarque de Holanda e seu “homem-cordial” (parafraseando Picasso sobre Cézanne, “Sérgio é o pai de todos nós”). No Raízes do Brasil, Sérgio diz que o brasileiro – herança lusitana – tem necessidade de construir relações pessoais de amizade e confiança, mesmo para o desenvolvimento de relações objetivamente impessoais, como as comerciais e burocráticas.
Lembrei disso por causa de um artigo do Luis Nassif em seu blogue, sobre a carta do encarregado de negócios da Alemanha no Brasil, de 1939, e sua análise da diplomacia brasileira e de como essa “cordialidade” permeia as decisões do Estado. Vale a leitura. Aliás, o blogue do Nassif sempre vale uma consulta.
O link é esse aqui: Retratos do Brasil

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