Wednesday, August 29, 2007
Tuesday, August 28, 2007
Botando as idéias no lugar
Acredito que ainda haja muita confusão a respeito do futuro, do caminho a ser trilhado, das posturas a tomar, de reconstruir uma posição cerrada, ocupar as trincheiras de combate aos liberais reacionários que querem, a todo custo, retomar o poder (retomar!?).
Nesse sentido, acho que a colocação do companheiro Adelcke faz todo o sentido: como construir uma unidade de ação, que julgávamos ser o PT (e caímos do cavalo), para edificar uma nação mais justa e democrática, imbuídos do mais puro espírito republicano.
A grande dificuldade é que o denominador comum da esquerda foi, é e sempre será a redução das desigualdades. O problema é que cada um tem sua visão de métodos e objetivos, estratégia e tática, para se chegar a esse fim. É difícil colocar na mesma frente todos os matizes da esquerda, pois por vezes essa visões são irreconciliáveis.
Já o denominador comum da direita é o dinheiro, o bísines, que torna a conversa bem mais fácil.
Vimos uma forte mobilização das forças progressistas contra os “neocansados”, mas novamente essa mobilização veio de forma reativa e negativista. Claramente, perdemos o privilégio da ação para a direita.
Refazer a esquerda passa pela construção de um programa de reformas profundas, muito além desse papo mole moralista pequeno burguês (em que pese que somos também, nós, dessa classe média farisaica).
O PT por anos centrou seu discurso numa retórica moralista, udenista, falando em nome da ética na política. Quando chegou ao Planalto, e se descobriu que o partido era “humano, demasiado humano”, se percebeu que não havia nenhum projeto transformador sólido por trás daquele farisaísmo de palanque.
Esse é nosso nó: um projeto de modernização includente que universalize os direitos a todos os brasileiros. Esse papo (exclusivamente) ético é uma armadilha, que esconde a impossibilidade de nosso salto rumo ao welfare state, em direção ao século XX (sim, vinte)!!!
Mas a questão é a seguinte: jogar todos na mesma vala comum não tem sentido e é contraproducente.
Equiparar o governo Lula a quem quebrou o país três vezes em oito anos, deu o patrimônio construído por gerações de brasileiros de graça a piratas locais e estrangeiros com financiamento do BNDES, tentou entregar a Base de Alcântara aos gringos é miopia ou ignorância política.
Acho o governo Lula realmente uma merda. É frustrante ver um governo de quem esperávamos tanto com uma ação tão pífia no sentido de construir uma cidadania universal no país.
Minhas críticas são, certamente, muito mais radicais e amplas que as dos “neocansados”. Mas, principalmente, tem sentido contrário. Minhas críticas não são as mesmas deles. Meus objetivos não são os mesmos deles.
Se o povão fizesse um décimo da histeria da classe média no caosaéreo quando o busão atrasasse no Terminal Largo 13, o Choque já teria baixado o sarrafo. Ninguém se lembrou de cumprir a decisão judicial que mandava reintegrar a posse da Reitoria da USP porque estava cheio de alunos brancos e educados do Santa Cruz. Já na São Francisco o Choque entrou e arrepiou como o pessoal do MST. Interessante é que o Diretor do Direito declarou que se ele soubesse que tinha alunos lá dentro não teria solicitado a ação policial!???
Não perdi o discernimento para identificar os aliados dos inimigos. Sem essa clareza será impossível juntar forças para um projeto realmente transformador.
Nesse sentido, acho que a colocação do companheiro Adelcke faz todo o sentido: como construir uma unidade de ação, que julgávamos ser o PT (e caímos do cavalo), para edificar uma nação mais justa e democrática, imbuídos do mais puro espírito republicano.
A grande dificuldade é que o denominador comum da esquerda foi, é e sempre será a redução das desigualdades. O problema é que cada um tem sua visão de métodos e objetivos, estratégia e tática, para se chegar a esse fim. É difícil colocar na mesma frente todos os matizes da esquerda, pois por vezes essa visões são irreconciliáveis.
Já o denominador comum da direita é o dinheiro, o bísines, que torna a conversa bem mais fácil.
Vimos uma forte mobilização das forças progressistas contra os “neocansados”, mas novamente essa mobilização veio de forma reativa e negativista. Claramente, perdemos o privilégio da ação para a direita.
Refazer a esquerda passa pela construção de um programa de reformas profundas, muito além desse papo mole moralista pequeno burguês (em que pese que somos também, nós, dessa classe média farisaica).
O PT por anos centrou seu discurso numa retórica moralista, udenista, falando em nome da ética na política. Quando chegou ao Planalto, e se descobriu que o partido era “humano, demasiado humano”, se percebeu que não havia nenhum projeto transformador sólido por trás daquele farisaísmo de palanque.
Esse é nosso nó: um projeto de modernização includente que universalize os direitos a todos os brasileiros. Esse papo (exclusivamente) ético é uma armadilha, que esconde a impossibilidade de nosso salto rumo ao welfare state, em direção ao século XX (sim, vinte)!!!
Mas a questão é a seguinte: jogar todos na mesma vala comum não tem sentido e é contraproducente.
Equiparar o governo Lula a quem quebrou o país três vezes em oito anos, deu o patrimônio construído por gerações de brasileiros de graça a piratas locais e estrangeiros com financiamento do BNDES, tentou entregar a Base de Alcântara aos gringos é miopia ou ignorância política.
Acho o governo Lula realmente uma merda. É frustrante ver um governo de quem esperávamos tanto com uma ação tão pífia no sentido de construir uma cidadania universal no país.
Minhas críticas são, certamente, muito mais radicais e amplas que as dos “neocansados”. Mas, principalmente, tem sentido contrário. Minhas críticas não são as mesmas deles. Meus objetivos não são os mesmos deles.
Se o povão fizesse um décimo da histeria da classe média no caosaéreo quando o busão atrasasse no Terminal Largo 13, o Choque já teria baixado o sarrafo. Ninguém se lembrou de cumprir a decisão judicial que mandava reintegrar a posse da Reitoria da USP porque estava cheio de alunos brancos e educados do Santa Cruz. Já na São Francisco o Choque entrou e arrepiou como o pessoal do MST. Interessante é que o Diretor do Direito declarou que se ele soubesse que tinha alunos lá dentro não teria solicitado a ação policial!???
Não perdi o discernimento para identificar os aliados dos inimigos. Sem essa clareza será impossível juntar forças para um projeto realmente transformador.
Saturday, August 25, 2007
Cheguei!!!
Finalmente... consegui!!! Após uma árdua batalha, consegui ingressar neste tão consagrado espaço de idéias...
Antes de tudo preciso me interar dos debates atuais, então poderei instigá-los com novas provocações... uaaaahhhhhhhhhh...
Abraços a todos,
Antes de tudo preciso me interar dos debates atuais, então poderei instigá-los com novas provocações... uaaaahhhhhhhhhh...
Abraços a todos,
Friday, August 24, 2007
Os outros "Caras"
Para não parecer que os contribuintes deste blog só lêem a revista Caras, a minha contribuição em relação ao meu comentário e ao post anterior:
"Marta arrecada R$ 3 mi em jantar no Fasano
CATIA SEABRA, MARCELO BILLI e PEDRO DIAS LEITE
Folha de S. Paulo
18/9/2004
Campanha da prefeita vendeu 600 convites a R$ 5.000 cada um para o evento; há quatro anos, entrada em almoço custou R$ 1.000
O comitê de campanha da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), arrecadou, na noite de anteontem, R$ 3 milhões com a promoção de um jantar para empresários -muitos deles fornecedores da prefeitura- na Casa Fasano, um dos buffets mais caros da cidade. De acordo com o comando da campanha, foram vendidos, a R$ 5.000 cada um, todos os 600 convites para o evento.Numa única noite, o comitê de campanha de Marta arrecadou um quinto de tudo que estima gastar (R$ 15 milhões) ao longo da disputa. A casa não cobrou aluguel, que normalmente representa o maior valor. O PT ofereceu as bebidas. A campanha pagou só o custo da comida e dos serviços. Incluindo salmão, ravióli, risoto de aspargos e cordeiro no cardápio, o jantar teve um custo de R$ 150 por pessoa, consumindo, no máximo, R$ 90 mil (se os 600 convidados estivessem presentes).Fabrizio Fasano, um dos donos do buffet, não revela seu voto e diz que a empresa é "neutra". Fasano afirma que faria a mesma "gentileza" para José Serra (PSDB).Nem todos os doadores foram ao jantar. Segundo o controle da Casa Fasano, apenas 350 convidados passaram pelo evento na noite de quinta-feira, em que Marta lembrou os tempos em que os empresários tinham medo do PT."Sem discriminações"Segundo participantes do jantar, Marta disse que o medo da gestão petista não existe mais porque todos sabem que seu governo trabalha com todo mundo, "sem discriminações". Um dos convidados, o advogado Adhemar Gianini, contou que Marta elogiou a atuação dos secretários presentes.O secretário de Serviços e Obras, Osvaldo Misso, foi, por exemplo, parabenizado pela conclusão do processo de licitação para concessão dos serviços de coleta de lixo em São Paulo. Na verdade, a licitação gera polêmica e ainda não está concluída.O secretário de Abastecimento e Projetos Especiais, Valdemir Garreta, foi lembrado pela construção dos túneis sob a Faria Lima, inaugurados nas duas últimas semanas. Ainda segundo Gianini, a prefeita encerrou seu discurso afirmando que "pretende realizar mais num segundo mandato".Promovido pelo tesoureiro da campanha, Edson Ferreira, o jantar contou com a presença de representantes de empreiteiras, como a OAS, a Queiroz Galvão, a S.A. Paulista de Construções e a Logos Engenharia, além de empresas especializadas em coleta de lixo, como a Cliba. O tesoureiro nacional do PT, Delúbio Soares, também esteve no jantar.Vestida de vermelho e preto, Marta chegou ao evento com uma hora e 40 minutos de atraso. O jantar foi à americana: as pessoas serviam-se no buffet e comiam em pé ou sentados em sofás."Vai ser necessário um mês para eu pagar esse jantar", brincou Gianini, que foi secretário do governo de Luiza Erundina. "Mas valeu a pena", completou.InflaçãoApesar da opulência da campanha nas ruas, os petistas dizem que a situação financeira não é tão boa quanto parece, ainda mais com a diferença pró-Serra nas simulações de segundo turno.A comparação entre o jantar de anteontem e um almoço no mesmo Fasano na campanha de 2000 expõe o que mudou depois da vitória. No almoço de quatro anos atrás, os convivas eram 120, e o ingresso custava R$ 1.000. Em 2004, os valores quintuplicaram."
"Marta arrecada R$ 3 mi em jantar no Fasano
CATIA SEABRA, MARCELO BILLI e PEDRO DIAS LEITE
Folha de S. Paulo
18/9/2004
Campanha da prefeita vendeu 600 convites a R$ 5.000 cada um para o evento; há quatro anos, entrada em almoço custou R$ 1.000
O comitê de campanha da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), arrecadou, na noite de anteontem, R$ 3 milhões com a promoção de um jantar para empresários -muitos deles fornecedores da prefeitura- na Casa Fasano, um dos buffets mais caros da cidade. De acordo com o comando da campanha, foram vendidos, a R$ 5.000 cada um, todos os 600 convites para o evento.Numa única noite, o comitê de campanha de Marta arrecadou um quinto de tudo que estima gastar (R$ 15 milhões) ao longo da disputa. A casa não cobrou aluguel, que normalmente representa o maior valor. O PT ofereceu as bebidas. A campanha pagou só o custo da comida e dos serviços. Incluindo salmão, ravióli, risoto de aspargos e cordeiro no cardápio, o jantar teve um custo de R$ 150 por pessoa, consumindo, no máximo, R$ 90 mil (se os 600 convidados estivessem presentes).Fabrizio Fasano, um dos donos do buffet, não revela seu voto e diz que a empresa é "neutra". Fasano afirma que faria a mesma "gentileza" para José Serra (PSDB).Nem todos os doadores foram ao jantar. Segundo o controle da Casa Fasano, apenas 350 convidados passaram pelo evento na noite de quinta-feira, em que Marta lembrou os tempos em que os empresários tinham medo do PT."Sem discriminações"Segundo participantes do jantar, Marta disse que o medo da gestão petista não existe mais porque todos sabem que seu governo trabalha com todo mundo, "sem discriminações". Um dos convidados, o advogado Adhemar Gianini, contou que Marta elogiou a atuação dos secretários presentes.O secretário de Serviços e Obras, Osvaldo Misso, foi, por exemplo, parabenizado pela conclusão do processo de licitação para concessão dos serviços de coleta de lixo em São Paulo. Na verdade, a licitação gera polêmica e ainda não está concluída.O secretário de Abastecimento e Projetos Especiais, Valdemir Garreta, foi lembrado pela construção dos túneis sob a Faria Lima, inaugurados nas duas últimas semanas. Ainda segundo Gianini, a prefeita encerrou seu discurso afirmando que "pretende realizar mais num segundo mandato".Promovido pelo tesoureiro da campanha, Edson Ferreira, o jantar contou com a presença de representantes de empreiteiras, como a OAS, a Queiroz Galvão, a S.A. Paulista de Construções e a Logos Engenharia, além de empresas especializadas em coleta de lixo, como a Cliba. O tesoureiro nacional do PT, Delúbio Soares, também esteve no jantar.Vestida de vermelho e preto, Marta chegou ao evento com uma hora e 40 minutos de atraso. O jantar foi à americana: as pessoas serviam-se no buffet e comiam em pé ou sentados em sofás."Vai ser necessário um mês para eu pagar esse jantar", brincou Gianini, que foi secretário do governo de Luiza Erundina. "Mas valeu a pena", completou.InflaçãoApesar da opulência da campanha nas ruas, os petistas dizem que a situação financeira não é tão boa quanto parece, ainda mais com a diferença pró-Serra nas simulações de segundo turno.A comparação entre o jantar de anteontem e um almoço no mesmo Fasano na campanha de 2000 expõe o que mudou depois da vitória. No almoço de quatro anos atrás, os convivas eram 120, e o ingresso custava R$ 1.000. Em 2004, os valores quintuplicaram."
Tuesday, August 21, 2007
O cansei da UJS
19/08/2007 12:22
UJS lança campanha: "Quem vem com tudo não cansa"
Confira o artigo do Presidente da UJS(União da Juventude Socialista), Marcelo Gavião, sobre o movimento “Cansei”. È um bela comparação com a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” realizada em 1964. A entidade lançou, ontem, a campanha “Quem vem com tudo não cansa – É proibido dobrar à direita” em resposta ao movimento da elite paulista. No Piaui, depois da declaração preconceituosa do presidente da Philips, as primeiras ações já aconteceram. Estudantes queimaram aparelhos da marca e anunciaram boicote aos seus produtos.
Quem vem com tudo não cansa
por Marcelo Gavião*
Idealizado por setores historicamente ligados ao pensamento de direita em nosso país, o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, o ''Cansei'', realizou no último dia 17 de agosto, um ato público na Catedral da Sé, em São Paulo. O ato liderado pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, e por vários grandes empresários e artistas tinha como objetivo impulsionar a criação de um movimento que resultasse no ''Fora Lula!''.
Mais uma vez, fantasiados da dor do nosso povo diante das mortes causadas pelo acidente do vôo da TAM, setores da elite brasileira tentam desencadear um movimento ''popular'' de oposição ao governo Lula. Os organizadores do movimento, contudo, negam tal vínculo. Afinal, o que está por traz do ''Cansei''? Como surge esse movimento? Quais suas raízes históricas?
O ''Cansei'' tomou forma dentro do escritório do empresário João Doria Jr, que em 2006 promoveu almoços para arrecadar recursos para a campanha de Alckmin à Presidência da República. Entre os slogans do grupo estão frases como ''cansei do caos aéreo'' e ''de CPIs que não dão em nada''. E qual a saída para tanto ''cansaço'' apontada pelo movimento? O ''Fora Lula!'', ecoado pelas ruas de classe média alta de São Paulo na caminhada realizada no dia 31 de julho.
Curiosidades sobre o formato:
Parece mesmo não ser à toa as comparações que têm surgido entre o movimento ''cansei'' e a Marcha da Família com Deus pela Liberdade que no ano de 1964, - ano do início da ditadura militar no Brasil - protagonizou uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, durante o qual, o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do ''perigo comunista'' e favoráveis à deposição do Presidente da República.
As coincidências não param por aí: Os métodos utilizados na época pelo IPES -Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais para fazer com que houvesse manifestações eram simples, e me parece que a OAB-SP aprendeu direito a lição. Primeiro foram convocadas as esposas de empresários, doutrinadas sobre como o comunismo poderia ser prejudicial a elas e, principalmente a seus filhos. Em seguida foram convocadas as esposas dos empregados das empresas participantes, sendo as mulheres doutrinadas pelas esposas dos patrões em reuniões de senhoras com fins filantrópicos e religiosos.
A sociedade cristã foi mobilizada para a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Dela participaram milhares de pessoas no dia 19 de Março de 1964. A massa humana saiu da praça da República chegando à praça da Sé onde foi rezada uma missa pela ''salvação da Democracia'', conduzida pelo padre Patrick Peyton, capelão do Exército estadunidense, enviado pelo governo dos Estados Unidos.
A exemplo do que faz agora a OAB-SP no ''Cansei'', a propaganda do IPES baseava-se na égide da defesa da moral e dos bons costumes da família brasileira, do direito à propriedade privada e à livre iniciativa empresarial, além de estimular a ampla participação de investidores estrangeiros na economia brasileira.
Dentre os métodos utilizados pelo IPES para mobilizar a população contra o trabalhismo de Goulart, houve palestras direcionadas às mães e donas de casa alertando para o possível dano que o comunismo causaria a entidade familiar. Aliás, muitas palestras, panfletos, documentários e livros foram feitos no sentido de difundir uma ''racionalidade'' ideológica capaz de convencer as pessoas sobre a suposta falência do governo Goulart.
Por fim, um elemento que aparentemente é diferente do passado.O IPES mantinha contato estreito com a Igreja Católica o que fez com que em 64 a Catedral da Sé abrisse as portas para a realização do ato, algo que não se repetiu no movimento ''cansei''. O IPES desapareceu em 1972, quando o AI-5 parecia ter controlado todos os focos de manifestação anti-direita no país.
É preciso que a sociedade brasileira denuncie com força o caráter e o objetivo desse movimento. O centro da sua atuação é a desestabilização e até a deposição do governo Lula, a elite não se conforma com o fato de ter perdido as duas últimas eleições presidenciais.
Temos noção dos erros cometidos pelo PT, e por isso lamentamos e repudiamos todos eles. Sabemos também da falta de convicção revolucionária do governo Lula. Contudo, temos sido testemunha ocular do esforço do presidente Lula em diminuir as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida dos milhares de brasileiros.
O que esta em curso agora é uma forte movimentação da direita que busca construir seu retorno ao comando central do Brasil o mais rápido possível.
Para nós, jovens do campo ou da cidade, do morro ou do asfalto, das escolas ou universidades, empregados ou desempregados fica a certeza de que nossa luta central nesse momento deve ser a de fazer ecoar em uma só voz, pelos quatro cantos do país que ''Quem vem com tudo não cansa e é proibido dobrar à direita!''.
*Marcelo Gavião, Presidente Nacional da UJS - União da Juventude Socialista
UJS lança campanha: "Quem vem com tudo não cansa"
Confira o artigo do Presidente da UJS(União da Juventude Socialista), Marcelo Gavião, sobre o movimento “Cansei”. È um bela comparação com a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” realizada em 1964. A entidade lançou, ontem, a campanha “Quem vem com tudo não cansa – É proibido dobrar à direita” em resposta ao movimento da elite paulista. No Piaui, depois da declaração preconceituosa do presidente da Philips, as primeiras ações já aconteceram. Estudantes queimaram aparelhos da marca e anunciaram boicote aos seus produtos.
Quem vem com tudo não cansa
por Marcelo Gavião*
Idealizado por setores historicamente ligados ao pensamento de direita em nosso país, o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, o ''Cansei'', realizou no último dia 17 de agosto, um ato público na Catedral da Sé, em São Paulo. O ato liderado pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, e por vários grandes empresários e artistas tinha como objetivo impulsionar a criação de um movimento que resultasse no ''Fora Lula!''.
Mais uma vez, fantasiados da dor do nosso povo diante das mortes causadas pelo acidente do vôo da TAM, setores da elite brasileira tentam desencadear um movimento ''popular'' de oposição ao governo Lula. Os organizadores do movimento, contudo, negam tal vínculo. Afinal, o que está por traz do ''Cansei''? Como surge esse movimento? Quais suas raízes históricas?
O ''Cansei'' tomou forma dentro do escritório do empresário João Doria Jr, que em 2006 promoveu almoços para arrecadar recursos para a campanha de Alckmin à Presidência da República. Entre os slogans do grupo estão frases como ''cansei do caos aéreo'' e ''de CPIs que não dão em nada''. E qual a saída para tanto ''cansaço'' apontada pelo movimento? O ''Fora Lula!'', ecoado pelas ruas de classe média alta de São Paulo na caminhada realizada no dia 31 de julho.
Curiosidades sobre o formato:
Parece mesmo não ser à toa as comparações que têm surgido entre o movimento ''cansei'' e a Marcha da Família com Deus pela Liberdade que no ano de 1964, - ano do início da ditadura militar no Brasil - protagonizou uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, durante o qual, o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do ''perigo comunista'' e favoráveis à deposição do Presidente da República.
As coincidências não param por aí: Os métodos utilizados na época pelo IPES -Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais para fazer com que houvesse manifestações eram simples, e me parece que a OAB-SP aprendeu direito a lição. Primeiro foram convocadas as esposas de empresários, doutrinadas sobre como o comunismo poderia ser prejudicial a elas e, principalmente a seus filhos. Em seguida foram convocadas as esposas dos empregados das empresas participantes, sendo as mulheres doutrinadas pelas esposas dos patrões em reuniões de senhoras com fins filantrópicos e religiosos.
A sociedade cristã foi mobilizada para a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Dela participaram milhares de pessoas no dia 19 de Março de 1964. A massa humana saiu da praça da República chegando à praça da Sé onde foi rezada uma missa pela ''salvação da Democracia'', conduzida pelo padre Patrick Peyton, capelão do Exército estadunidense, enviado pelo governo dos Estados Unidos.
A exemplo do que faz agora a OAB-SP no ''Cansei'', a propaganda do IPES baseava-se na égide da defesa da moral e dos bons costumes da família brasileira, do direito à propriedade privada e à livre iniciativa empresarial, além de estimular a ampla participação de investidores estrangeiros na economia brasileira.
Dentre os métodos utilizados pelo IPES para mobilizar a população contra o trabalhismo de Goulart, houve palestras direcionadas às mães e donas de casa alertando para o possível dano que o comunismo causaria a entidade familiar. Aliás, muitas palestras, panfletos, documentários e livros foram feitos no sentido de difundir uma ''racionalidade'' ideológica capaz de convencer as pessoas sobre a suposta falência do governo Goulart.
Por fim, um elemento que aparentemente é diferente do passado.O IPES mantinha contato estreito com a Igreja Católica o que fez com que em 64 a Catedral da Sé abrisse as portas para a realização do ato, algo que não se repetiu no movimento ''cansei''. O IPES desapareceu em 1972, quando o AI-5 parecia ter controlado todos os focos de manifestação anti-direita no país.
É preciso que a sociedade brasileira denuncie com força o caráter e o objetivo desse movimento. O centro da sua atuação é a desestabilização e até a deposição do governo Lula, a elite não se conforma com o fato de ter perdido as duas últimas eleições presidenciais.
Temos noção dos erros cometidos pelo PT, e por isso lamentamos e repudiamos todos eles. Sabemos também da falta de convicção revolucionária do governo Lula. Contudo, temos sido testemunha ocular do esforço do presidente Lula em diminuir as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida dos milhares de brasileiros.
O que esta em curso agora é uma forte movimentação da direita que busca construir seu retorno ao comando central do Brasil o mais rápido possível.
Para nós, jovens do campo ou da cidade, do morro ou do asfalto, das escolas ou universidades, empregados ou desempregados fica a certeza de que nossa luta central nesse momento deve ser a de fazer ecoar em uma só voz, pelos quatro cantos do país que ''Quem vem com tudo não cansa e é proibido dobrar à direita!''.
*Marcelo Gavião, Presidente Nacional da UJS - União da Juventude Socialista
Thursday, August 16, 2007
Direção ou Velocidade
Noticia de hoje no G1: ( http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL84833-5601,00.html )
"STF arquiva inquérito contra Maluf
Investigação era por supostas irregularidades em obras de complexo viário.
Ministro Eros Grau entendeu que houve prescrição.
O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou inquérito contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) por supostas irregularidades na execução de obras do Complexo Viário João Jorge Saad (Conjunto Ayrton Senna), em São Paulo, em 1996, quando ele era prefeito.
Maluf era um dos investigados pelo suposto pagamento de R$ 4,9 milhões por um serviço que não teria sido realizado.
O ministro Eros Grau seguiu parecer do Ministério Público Federal (MP) segundo o qual, mesmo que Maluf fosse considerado culpado, a prescrição do crime contra a Administração Pública, pelo qual ele era investigado, ocorreu em 2004. A prescrição é o fim da possibilidade uma pessoa acusada de um crime ser punida. "
E quem quizer que conte outra....
"STF arquiva inquérito contra Maluf
Investigação era por supostas irregularidades em obras de complexo viário.
Ministro Eros Grau entendeu que houve prescrição.
O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou inquérito contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) por supostas irregularidades na execução de obras do Complexo Viário João Jorge Saad (Conjunto Ayrton Senna), em São Paulo, em 1996, quando ele era prefeito.
Maluf era um dos investigados pelo suposto pagamento de R$ 4,9 milhões por um serviço que não teria sido realizado.
O ministro Eros Grau seguiu parecer do Ministério Público Federal (MP) segundo o qual, mesmo que Maluf fosse considerado culpado, a prescrição do crime contra a Administração Pública, pelo qual ele era investigado, ocorreu em 2004. A prescrição é o fim da possibilidade uma pessoa acusada de um crime ser punida. "
E quem quizer que conte outra....
Saturday, August 11, 2007
Ainda sobre empregadas domésticas ou Nosso Exercício Cotidiano de Cinismo
Sexta-feira passada travei conversa tensa com Taís (nome fictício), na casa dos 50, figura bem naquele estilo “eu-me-acho-progressista-e-liberal” mas, como o inferno são os outros, vamos lá. Depois de uma meia hora me sentindo figurante do “Além da Imaginação” surgiu um de nossos assuntos prediletos: a redução das desigualdades sociais ou Porque somos assim?. Como qualquer bom brasileiro, ela também não tem grande simpatia pelo trabalho manual, logo, tem empregada doméstica pra dar aquela força no trabalho de casa. Após infindáveis considerações sobre o esvaziamento da participação popular, a desmobilização da sociedade por transformações profundas, a democracia, formas de melhorar a distribuição de renda, reduzir a desigualdade, investir em educação para os pobres, passando pela espoliação da classe média (!?) e blá, blá, blá ela deu a deixa. Disse-lhe: “mas Taís, quando se propôs que fosse recolhido FGTS e demais contribuições previdenciárias para os empregados domésticos a classe média estrilou e forçou a barra para impedir. Nem a elite nem nossa classe média têm interesse em alterar o estado de coisas e distribuir melhor a renda.” Peguei no ponto! “Não... mas... isso é diferente... não sei se isso seria o certo... eu também não tenho Fundo de Garantia (ela é servidora concursada). Se eu não tenho porque ela tem que ter? (com ar indignado)”. Pensei com meus botões: “Então tá, quando ela se aposentar você continua pagando o salário integral dela, pra ficar igualzinho a você”.
Friday, August 10, 2007
Essa é pra vc Estevam
Estevam, depois do seu desabafo vi um vídeo...na verdade uma música que concorreu no ano passado naquele concurso de música promovido pela TV Cultura. Não sei se é pura coincidência ou se vc já havia visto.
Assitam!!!!
Muito Bom
http://br.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs
Assitam!!!!
Muito Bom
http://br.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs
Tuesday, August 07, 2007
Cadê minha patroa??
Giuli,
A Pri ainda não conseguiu fazer parte do nosso Blog...parece que perdeu seu convite e não sei como convida-la...nem sei se dá. Chama ela pra gente ter um ponto avançado na grande imprensa...assim o Estevam terá voz e não ficará cansado de tudo...vai ligar para o Carlos Nascimento e dizer se acha que o Renan vai cair ou não...
A Pri ainda não conseguiu fazer parte do nosso Blog...parece que perdeu seu convite e não sei como convida-la...nem sei se dá. Chama ela pra gente ter um ponto avançado na grande imprensa...assim o Estevam terá voz e não ficará cansado de tudo...vai ligar para o Carlos Nascimento e dizer se acha que o Renan vai cair ou não...
Thursday, August 02, 2007
Nova Enquete: Greve no Metrô
Hoje o metrô esta em "Greve". A linha 1 (norte - sul) está funcionando, a linha 2 no trecho da Paulista (clínicas - ana rosa) também. Só a linha 3 (leste - oeste) está fechada e pra quem conhece um pouco São Paulo sabe que é a mais carregada e faz a ligação com o Trem "sub"urbano da CPTM.
Pergunto: Qual o critério do fechamento das linhas e estações?
1. Trabalhador que se foda! Venha de ônibus!
2. Meu patrão, José Serra, pediu pra aliviar o lado dos colegas.
3. O jogo do curinthia foi ontem mesmo!
4. NDA.
Abraços,
Pergunto: Qual o critério do fechamento das linhas e estações?
1. Trabalhador que se foda! Venha de ônibus!
2. Meu patrão, José Serra, pediu pra aliviar o lado dos colegas.
3. O jogo do curinthia foi ontem mesmo!
4. NDA.
Abraços,






