Das pesquisas e dos rankings...
As estatísticas, como sabemos, podem justificar, confirmar ou negar qualquer coisa, em qualquer tempo. Sob tortura, uma planilha confessa o que você quiser. Qualquer sujeito de inteligência mediana e alguma habilidade pode pegar um dado, recortar do jeito que quiser e dar a resposta que desejar. Pode provar que a previdência tem déficit ou superávit. Pode provar que a temperatura do planeta está subindo ou que esse papo de aquecimento global é coisa de ecochato ou cientista que precisa justificar a verba da pesquisa.
Enfim, nada mais maleável que um dado frio, matemático, objetivo!
Agora, poucas coisas soa tão bisonhas quanto o ranqueamento que alguns órgãos aplicam a outros órgãos, instituições ou países.
O risco-país, por exemplo. Como acreditar na objetividade e isenção de um índice cuja metodologia foi desenvolvida e é aplicada por um banco, sendo diretamente responsável (e interessado) na movimentação de bilhões de dólares diários ao redor do mundo, mandando ao vinagre países e populações inteiras com um apertar de teclas.
Porém, o ranking mais interessante que vi nos últimos tempos foi divulgado no meio desta semana, que pretensamente mede o nível de corrupção de cada país. Com ampla divulgação da mídia cabocla noticiou-se que o Brasil melhorou sua pontuação, mas perdeu posições, sendo relegado à 72° posição na escala dos países corruptos.
Fantástico! Como será que esses brilhantes pesquisadores conseguiram medir um fenômeno que, por princípio e definição, é operado às escondidas.
E como conseguiram realizar essa tabulação permitindo comparar a ética e a moral das populações da Finlândia, do Brasil e da Tanzânia?
Estou perplexo! Precisamos fazer um grande esforço nacional, uma corrente pra frente, como aquelas que só se vê em anos de Copa do Mundo, mobilizando a nação pra subir de posição nesse ranking... e com narração do Galvão Bueno.
Só uma coisa me intriga, me aflige e me corrói por dentro: qual será a posição da Suíça nesse ranking da corrupção mundial? Algo me diz que essa resposta será esclarecedora.
Enfim, nada mais maleável que um dado frio, matemático, objetivo!
Agora, poucas coisas soa tão bisonhas quanto o ranqueamento que alguns órgãos aplicam a outros órgãos, instituições ou países.
O risco-país, por exemplo. Como acreditar na objetividade e isenção de um índice cuja metodologia foi desenvolvida e é aplicada por um banco, sendo diretamente responsável (e interessado) na movimentação de bilhões de dólares diários ao redor do mundo, mandando ao vinagre países e populações inteiras com um apertar de teclas.
Porém, o ranking mais interessante que vi nos últimos tempos foi divulgado no meio desta semana, que pretensamente mede o nível de corrupção de cada país. Com ampla divulgação da mídia cabocla noticiou-se que o Brasil melhorou sua pontuação, mas perdeu posições, sendo relegado à 72° posição na escala dos países corruptos.
Fantástico! Como será que esses brilhantes pesquisadores conseguiram medir um fenômeno que, por princípio e definição, é operado às escondidas.
E como conseguiram realizar essa tabulação permitindo comparar a ética e a moral das populações da Finlândia, do Brasil e da Tanzânia?
Estou perplexo! Precisamos fazer um grande esforço nacional, uma corrente pra frente, como aquelas que só se vê em anos de Copa do Mundo, mobilizando a nação pra subir de posição nesse ranking... e com narração do Galvão Bueno.
Só uma coisa me intriga, me aflige e me corrói por dentro: qual será a posição da Suíça nesse ranking da corrupção mundial? Algo me diz que essa resposta será esclarecedora.

1 Comments:
Na minha opinião a mídia se deixa da navegar pelo mar (que me perdoe o Paulinho da Viola), pelo mar de dinheiro. Ranking é uma coisa de “marketeiro”: os melhores carros, mais bem vestidos, melhor seleção, etc...
Assim como o índice país, por mais ridículo que ele seja perto de uma possível redução de juros, ou não, na economia americana ( este sim com poder de varias bombas atômicas) o que esta por trás deste ranking de corrupção é o poder de esse pequenos números tem de influenciar o fluxo de capitais, seja ele especulativo ou do seu bolso para comprar jornal.
Meu caro “notícia” dá dinheiro, vide o novo canal da Record. Viva a audiência e o intervalo comercial!
Mas que o Brasil não deve estar nas primeiras posições eu não tenho menor dúvida, alias acho que ele está inclusive mais pra baixo.
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